Conclusão

Devemos colaborar com organizações que possuam a mesma análise (ou semelhante) sobre a realidade brasileira. Também devemos construir os nossos próprios veículos de comunicação e propaganda, visando divulgar as propostas transformadoras que defendemos e a construção e unidade do movimento comunista brasileiro. Na luta contra o revisionismo, é necessário levarmos em consideração as contradições que existem no seio das diversas organizações que reivindicam o Marxismo-Leninismo, incluindo as contradições que existem dentro do PCdoB revisionista. No desenvolvimento de certas atividades, como por exemplo a da solidariedade internacional, a luta contra a guerra imperialista, a defesa dos refugiados, etc., é possível o estabelecimento de frentes de atividades conjuntas com certas organizações e grupos que consideramos possuir uma linha reformista, revisionista ou ultra-esquerdista, desde que elas não comprometam o conteúdo e o caráter de nossa linha política. Definitivamente necessitamos romper com qualquer postura de cunho meramente legalista e nos concentrarmos na criação dessa concepção, que deverá ser balizada por uma linha política que estabeleça tarefas e prioridades. Por “romper com qualquer postura de cunho meramente legalista” nos referimos ao fato de não podemos ter nenhuma ilusão quanto ao caráter “democrático” do estado brasileiro e suas respectivas instituições. É importante deixarmos claro: o Estado burguês-latifundiário brasileiro e consequentemente o imperialismo são os nossos principais inimigos. Temos que denunciar de maneira enfática o Golpe de Estado em curso.

 

O que estamos nos propondo a construir é algo ousado, mas temos certeza que dará seus frutos caso saibamos atuar com inteligência, sempre nos apoiando nas massas populares e servindo-as.