8 de março: dia internacional da luta das mulheres

09.03.2016

No dia 8 de março se comemora mais um dia Internacional da Mulher, data mundial que celebra a resistência e a luta das mulheres de todos os povos. A data, proposta por Clara Zetkin, dirigente comunista alemã, é um ponto importante para reafirmar a necessidade da luta feminista contra a desigualdade de gênero, machismo e todo o sistema capitalista que condena a mulher à uma posição de inferioridade em nossa sociedade. As mulheres já compõem a maioria da população brasileira: são 103,5 milhões, o que corresponde a 51,4% da população do país. Ainda que sejam parte fundamental da nação, as mulheres ainda não têm assegurados direitos básicos e sofrem as consequências da desigualdade de gênero.

Em 2015, foram registradas mais de 65 mil denúncias de violência contra a mulher, de caráter física, psicológica, sexual, entre outras, segundo dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180. O balanço apresentado sobre o ano passado, registra uma média de 179 relatos de agressão por dia, com um total de mais de 32 mil ligações sobre violência. De acordo com o Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, 4.762 feminicídios foram registrados em 2013, metade deles cometidos por familiares. A violência atinge de forma ainda mais grave as mulheres negras e periféricas, em dez anos, o número de mortes violentas contra afrodescendentes aumentou em 54%. O 8º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) de 2014, apontou que 50.320 estupros foram registrados no País em 2013. Um outro estudo do Ipea aponta que anualmente há 527 tentativas ou casos consumados de estupro no país, dos quais apenas 10% são denunciados à polícia.

No mercado de trabalho a mulher também se encontra em situação desfavorável. Segundo o Dieese, homens ganham cerca de 20% a mais do que mulheres na mesma função. As condições de conseguir emprego também são piores, devido a dupla jornada, a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos, ainda que em média geral, apresentem melhor formação do que os homens.

Este cenário, edificado sobre o machismo do regime capitalista, faz com que mulheres sejam relegadas a posições inferiores em nossa sociedade, sofrendo mais agudamente as consequências da crise econômica e social que o Brasil atravessa. É necessário que se trave uma ampla luta contra todos os efeitos da ideologia decadente que sustentam a visão de inferioridade da mulher e que estas tomem parte ativa, como lhe cabe de direito, na árdua batalha pela construção de uma sociedade mais justa, que elimine todas as mazelas causadas pelo capital.

Viva a luta das mulheres!
Viva a mulher trabalhadora!
Viva o 8 de março!

 

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