Sobre a morte do Comandante Fidel

26.11.2016

 

“El día que me muera de verdad nadie lo va a creer. Podría andar como el Cid Campeador, que ya muerto ló llevaban a caballo ganando batallas” (Fidel Castro)


Nesta sexta-feira, o camarada Raúl Castro entrava em cadeia nacional na TV cubana para dar a triste notícia ao povo cubano e de todo o mundo da morte do Comandante em Chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz. 

 

Após 90 anos de existência, devidamente celebrados em agosto deste ano, Fidel desaparece fisicamente, mas deixará a força do seu exemplo revolucionário. De um homem que dedicou toda sua vida pela sagrada causa do seu povo, que desde que era um estudante compreendeu a necessidade da organização, da disciplina, da luta incondicional, da formação teórica e prática, em suma, agiu decididamente pela Revolução Cubana para transformar-se em um exemplo de conduta para todos os comunistas.

 

Fidel disse uma vez que o caminho da luta armada não foi simplesmente o escolhido pelos povos, mas sim uma imposição diante da brutal ação do imperialismo e que, ante o inimigo, só havia duas alternativas: ou ajoelhar-se ou lutar. E a Revolução Cubana demonstra concretamente a validade disto, que somente a justa luta revolucionária de um povo pode garantir sua libertação nacional das garras imperialistas.

 

Fidel exprime também além do sentimento internacionalista de solidariedade para com os povos oprimidos de todo o terceiro mundo, os próprios ensinamentos da Revolução Cubana para a revolução na América Latina de modo geral. A revolução cubana ensina para os revolucionários do histórico quintal do imperialismo ianque, que as tarefas  consistem tanto em derrubar as classes dominantes lacaios dos Estados Unidos, como a passagem para a etapa do socialismo é necessária para se concretizar a libertação nacional. Por isso merecidamente sempre foi reconhecido por sua solidariedade internacionalista irrestrita com as lutas dos povos da Ásia, África e América Latina.

 

A Fidel também  cabe o mérito de realizar uma justa luta armada logo após a divulgação das teses revisionistas da transição Pacífica, posterior ao XX congresso do PCUS. Fidel não combateu apenas os imperialistas e reacionários como também os revisionistas cubanos e de outros países do Caribe e América Latina que o chamavam de "aventureirista pequeno burguês".

 

A União Reconstrução Comunista e seus militantes manifestam todo seu pesar com o falecimento do Comandante Fidel e enviam suas profundas condolências ao povo cubano por esta perda irreparável, mas certos de que o Partido Comunista de Cuba e todo seu povo seguirão a construção do socialismo, honrando assim todo o heroico processo da Revolução Cubana, da qual indubtavelmente Fidel foi o seu maior expoente.

 

Até sempre, comandante!

 

Venceremos!

 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA
 

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