Contra os ataques aos trabalhadores! Nenhuma reforma!

27.04.2017

Nesta sexta-feira, a classe operária e as massas trabalhadoras brasileiras se mobilizarão em uma greve geral contra todos os ataques que se desenvolvem cada vez de forma mais virulenta pelas classes dominantes nativas. O atual governo reacionário de Michel Temer visa implementar medidas que vão contra os interesses das vastas massas do povo brasileiro, medidas estas tais como as nefastas Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista, essa última com texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A Reforma Trabalhista, em vias de ser aprovada, coloca em xeque as próprias leis trabalhistas, conquistadas pelas árduas lutas do movimento operário, fazendo os acordos entre patrão e empregado prevalecerem sobre a CLT, e permitindo a jornada de 12 horas diárias.

A Reforma da Previdência também está em vias de ser aprovada pelo Congresso, e passou por mudanças através de negociações e concessões após as grandes mobilizações de massas contra a ofensiva contra a nossa aposentadoria. Mesmo com essas concessões e alterações da proposta original, não devemos permitir nenhuma reforma que mexa nos nossos direitos trabalhistas! Os embustes que o governo diz sobre a necessidade da reforma, e sobre um suposto rombo da previdência são mentirosos, pois o sistema de seguridade social é superavitário, a previdência é lucrativa. Qualquer tentativa de se aplicar algum tipo de reforma, negociações que vise “suavizar” um ataque aos nossos direitos devem ser rechaçadas.

 

Como a URC apontou recentemente, o caráter de classe do Governo Temer se revela nas alternativas concebidas por ele para a solução do ''problema''. Ao invés de fortalecer a Previdência Social através da cobrança das dívidas de empresas privadas e públicas ao INSS. Segundo um estudo Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, estas empresas devem mais de R$ 426 bilhões de reais para a Previdência. Valor muito acima do alardeado como o ''déficit'', criado pelas manipulações já mencionadas. Empresas como Bradesco, Vale e JBS devem bilhões para o INSS. Ainda assim, opta-se por jogar o ônus da crise novamente nas costas dos trabalhadores.

Todas as reformas anunciadas pelo governo visam aplicar o programa do grande patronato urbano e rural e das grandes instituições do capital financeiro internacional. Representantes do FMI e do Banco Mundial já indicaram apoio às reformas, alegando que o Brasil está no “caminho certo”. Uma das medidas da reforma trabalhista, que é a de redução de horário de almoço para 30 minutos, anos antes já havia sido sugerida em entrevista pelo presidente da CS, Benjamin Steinbruch. Não por acaso, do projeto em processo no Congresso Nacional, como demonstra recente análise do Intercept Brasil, uma em cada três propostas de mudanças apresentadas pelos parlamentares na discussão da Reforma Trabalhista na Câmara foi efetuada por lobistas de associações e grupos empresariais, como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Dito isso, não restam dúvidas de que as “reformas” do governo anti-operário e antinação são uma ofensiva contra os direitos da classe operária e demais trabalhadores, em benefício de um punhado de grandes capitalistas, jogando a nação à ruína. Todas essas movimentações visam reforçar o caráter semicolonial brasileiro, ampliando a superexploração das amplas massas trabalhadoras. Contra toda reforma, é necessário que todo o povo se organize em seus locais de trabalho, moradia, associação de bairro, se sindicalizar ou pressionar seu sindicato, contra essas deploráveis reformas que querem empurrar guela abaixo do trabalhador e trabalhadora brasileiro. Mais uma vez, temos que nos levantar para garantir nosso futuro!

 

 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA

 

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