Liberdade aos presos políticos do MTST!

02.05.2017

Durante os atos da Greve Geral que aconteceram na última sexta-feira (28) em todo país, três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) foram detidos enquanto realizavam um ato na Avenida José Pinheiro Borges, em Itaquera, cidade de São Paulo.

 

Diferentemente das outras detenções feitas no mesmo dia, Luciano Antônio Firmino, Juraci Alves dos Santos e Ricardo Rodrigues dos Santos tiveram prisão preventiva decretada, e seguem encarcerados na 63º DP, aguardando vagas no sistema prisional.

 

A juíza que decretou a prisão evocou a defesa da “ordem pública” para justificar as detenções. Tomando como prova exclusivamente o testemunho de Policiais Militares que estavam no local para dispersar o ato, a magistrada qualifica os militantes por tentativa de incêndio, explosão e por incitação ao crime. A pena pode chegar a até 4 anos de prisão.

 

Na falta de outros testemunhos e de provas mais contundentes, tais acusações não se sustentam. Em todos os cantos do país os movimentos de massas, sindicatos e demais organizações, bem como pessoas independentes, realizaram atos e paralisações de forma organizada, amparados pelos seus direitos legais de manifestação.

 

A prisão dos três militantes sem-teto configura uma clara tentativa de criminalização dos movimentos de massas e de todos aqueles que lutam por transformações em nosso país. Se tratam de três presos políticos, que foram encarcerados por serem parte dos que lutam contra os desmandos do Estado burguês-latifundiário brasileiro e seu aprofundamento repressivo. Este caso soma-se aos dos 23 ativistas presos no Rio de Janeiro, no esteio da aprovação da lei antiterrorismo, da prisão de militantes do MST em Goiás, entre tantos outros exemplos que denunciam o caráter antipovo da justiça brasileira.

 

Denunciamos aqui o caráter de classe do Poder Judiciário, que possui a conhecida morosidade para punir os poderosos, enquanto está sempre de prontidão para julgar e encarcerar os membros das classes trabalhadoras, sobretudo os que lutam por mudanças. Também denunciamos a Juíza Marcela Filus Coelho, cuja ojeriza aos movimentos sociais é pública e interfere claramente em suas decisões no caso dos três referidos militantes. Por fim, nós da União Reconstrução Comunista nos solidarizamos com todos os militantes do MTST e os familiares dos presos.

 

Liberdade aos presos políticos já!

Resistir é um direito!

 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA

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