Frente ao avanço da ofensiva imperialista contra a Venezuela, solidariedade à Revolução Bolivariana!

19.08.2017

Nas últimas semanas, e em especial após a realização das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte realizada no último dia 30 de julho, a reação imperialista internacional vêm intensificando os seus ataques e pressões contra a República Bolivariana da Venezuela. Na imprensa burguesa internacional não faltam “matérias” e “reportagens” escritas por mercenários disfarçados de jornalistas, que insistem em apresentar a Venezuela como uma espécie de inferno na Terra.

 

O imperialismo norte-americano promove uma ampla campanha de desmoralização e demonização do governo bolivariano, bem como da sua principal liderança atual, Presidente Nicolas Maduro. Antes de tudo, nós da União Reconstrução Comunista gostaríamos de saudar o resultado obtido nas últimas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, que contou com a presença de 8 milhões de eleitores, em um contexto nada fácil para as forças progressistas do país. Foi um importante fato e esperamos que o resultado positivo seja utilizado como forma de fazer avançar o processo de transformações democráticas e anti-imperialistas levadas a cabo no país.

 

Certos setores da esquerda brasileira afirmam que a democracia é imparcial, se contrapondo, assim, segundo dizem, “as ditaduras de direita e de esquerda”. Para eles, Hugo Chávez e depois dele Nicolas Maduro romperam com a “democracia” e a legalidade. A verdade é que, ambos compreenderam que os dispositivos legais e constitucionais então vigentes eram os instrumentos de legitimação do regime dos latifundiários e grandes capitalistas venezuelanos, ligados aos interesses dos imperialistas norte-americanos, o instrumento de terror dos assassinos do Caracazo de 1989, e buscaram por isso romper o cerco e adaptar as leis e o aparelho de Estado aos interesses da revolução bolivariana em curso e da construção de uma verdadeira democracia para o povo. Demonstram a mais completa miopia, os que pretendem que tais medidas, completamente justificadas do ponto de vista dos interesses revolucionários, guardam semelhança com os golpes de mão da reação e do imperialismo, aplicados em outros países da América Latina. Os que assim o fazem se colocam efetivamente do lado das forças da reação e dos atos terroristas dos fascistas do MUD, distorcendo a realidade. Nos últimos quinze anos, desde 2002, a direita venezuelana voltou-se para uma estratégia abertamente antidemocrática e golpista. Depois da morte do comandante Chávez, aproveitaram-se da difícil situação criada pela guerra econômica do imperialismo e dos grandes capitalistas contra o governo revolucionário, para passar ao chamamento a violência de rua.

 

Maduro soube fazer frente à ofensiva e a guarda nacional bolivariana enfrenta atualmente os grupos de bandoleiros e provocadores a serviço dos interesses mais escusos do país. Junto a sua firme decisão de resistir, busca também ampliar os mecanismos democráticos, reunindo a Assembleia Constituinte para aprofundar a democracia do povo e fazer retirar definitivamente a Venezuela do caminho da pseudodemocracia pró-imperialista a que foram confinado os povos da América do Sul e para o qual os senhores Lopez e Ledezma pretendem arrastar mais uma vez o povo venezuelano.

 

A campanha contra Maduro faz parte e tem papel preponderante na ofensiva geral do imperialismo estadunidense sobre a América Latina, que busca estender sua dominação sobre a região de forma absoluta, utilizando-se para isso todos os meios para derrubar quaisquer obstáculo que se ponha ao seu nefasto objetivo.

 

A União Reconstrução Comunista, neste complexo momento da luta de classes em nosso continente, se coloca decididamente ao lado do governo e das massas populares venezuelanas, sem nenhum tipo de vacilação. A atual conjuntura latino-americana reforça a pertinência e a necessidade de intensificar a luta dos povos por sua libertação nacional e contra a dominação ianque.

 

Todo apoio à Revolução Bolivariana!

 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA

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