Viva o dia internacional da mulher proletária!

09.03.2017

Nós da União Reconstrução Comunista, neste 8 de março, que é o dia oficial de luta mulher proletária, gostaríamos de saudar todos os homens e mulheres do Brasil que vem se mostrando indignados com os ataques que a população do nosso país vem sofrendo, em especial nos últimos meses após o golpe perpetrado pela camarilha reacionária e vende-pátria do PMDB/PSDB.

 

A URC, por meio do NOVACULTURA.info, vem desde seu lançamento divulgando e ressaltando a luta anti-imperialista e a real natureza dos países que estão submetidos as políticas agressivas dos países imperialistas, em especial o imperialismo norte-americano. Desde o princípio ressalta que o Brasil também faz parte deste bloco enorme de nações que estão submetidos as políticas de miséria, atraso econômico, pilhagem e total submissão aos interesses do imperialismo.

 

Os últimos acontecimentos que vem ocorrendo no Brasil, de aprofundamento da submissão aos imperialistas, e também do fracasso vergonhoso da social democracia, representada principalmente na figura do PT mas também de outros partidos cujo programa é semelhante, nos dão muitos indícios, entre eles o de que a situação social da mulher vai piorar cada vez mais. E quando dizemos que irá piorar, nos referimos as todas as mulheres do povo brasileiro, em especial as das camadas mais pobres dos centros urbanos e  do meio rural.

 

O avanço do processo de pilhagem da nossa economia e a derrota vergonhosa da social democracia, demonstra ao Brasil e ao mundo, mais uma vez, que, por um lado, o imperialismo mantém e sempre manterá a sua natureza agressiva de desestabilização do terceiro mundo, e por outro lado, de que a social democracia, o cretinismo parlamentar, o reformismo, e todos os revisionistas são incapazes de conduzir o povo brasileiro a vitória.

 

Ressaltamos sem receio que os equívocos destes revisionistas se manifestam de diversas formas, porém todos tem o mesmo resultado: o fracasso do povo brasileiro. Uns se recusam a reconhecer que praticamente o mundo inteiro se vê subjugado pela política reacionária do imperialismo norte-americano, outros negam que o Brasil se encontra num processo de  desindustrialização e num quadro ainda muito extenso de relações pré-capitalistas de produção.

 

Eles se recusam de ver que o Brasil, um país atrasado economicamente, não pode se desenvolver sem derrotar expressamente os seus inimigos.

 

A esquerda brasileira, principalmente o movimento comunista, ficou estes últimos anos iludida com a propaganda imperialista ao invés de seguir e aprender com o proletariado organizado que vem ao longo dos últimos anos desferindo golpes realmente significativos contra o imperialismo norte-americano e as demais classes reacionárias espalhadas pelo mundo, a saber, são o Partido Comunista das Filipinas, Partido Comunista da Índia (Maoista), Partido do Trabalho da Coreia e o Partido Comunista de Cuba. Não à toa estes partidos são rechaçados todos os dias pela imprensa burguesa, pró-imperialista, e são constantemente caluniados porque os imperialistas morrem de medo destes partidos, pela força popular que possuem.

 

Diante deste quadro de miséria do nosso país, muitas mulheres brasileiras que sofrem constantemente com a cultura do machismo, sabem que esses valores atrasados devem ser esmagados de norte à sul. Porém, qualquer pessoa ha de concordar que numa situação social miserável, a tarefa de criar uma nova cultura de igualdade entre homens e mulheres, se torna mais difícil.

 

A luta  contra a subjugação do patriarcado sobre a mulher é uma das tarefas fundamentais da revolução brasileira, tarefa esta que caso não seja corretamente abordada, compreendendo as nuances particulares da opressão contra a mulher, compromete o próprio sucesso da luta das massas trabalhadoras, dado que a libertação da classe operária e do povo brasileiro não pode plenamente ser conquistada caso metade de sua população, compreendida pelas massas das mulheres ainda se manter em sua condição subalterna. Devemos levar a cabo a luta contra a tripla jornada de trabalho, a divisão sexual do trabalho, e a violência sexual e demais formas de violência contra a mulher, resolver corretamente as contradições no seio do povo que são exploradas pelas classes dominantes reacionárias  para manter seu domínio geral sobre o povo brasileiro e particular contra a mulher, nos apoiando nas massas das mulheres do povo, e levando adiante a sua emancipação como uma das tarefas da revolução brasileira. Dentro dos ataques gerais do governo reacionário e pro-imperialista do PMDB/PSDB, merece destaque a proposta de reforma da previdência que vida alterar a idade de aposentadoria da mulher de 55 anos para 65 anos de idade, e que deve ser votada no começo de Abril. Não há dúvida de que as massas das mulheres do povo devem se organizar para exercer sua contra ofensiva diante de tal brutal ataque que aprofunda  a miséria das massas femininas e a divisão sexual do trabalho.

 

Portanto, não há nenhum exagero dizer que as mulheres mais avançadas e combativas da nossa nação devem, além de sua luta contra o machismo, conduzir também suas forças contra todo o atraso econômico e falta de soberania que o nosso país sofre; atraso e falta de soberania esta que é resultado direto das classes mais reacionárias que dominam nosso país.

 

Estas classes são:
- os latifundiários, que jogam milhares de camponeses na extrema miséria;
- a grande burguesia compradora, classe esta responsável por permitir que as empresas estrangeiras possam pilhar nossa economia, saquear nossos recurso e manter a nação brasileira, composta de assalariados, camponeses e pequenos e médios comerciantes, no atraso e estagnação econômica; e
- a classe dos imperialistas, em especial dos Estados Unidos da América, que promovem uma política de pilhagem contra o terceiro mundo, inclusive promovendo guerras de agressão e desestabilizações contra os países do terceiro mundo.

 

As mulheres mais avançadas e combativas de nossa nação, devem se engajar na luta pela reforma agrária, pela industrialização, pela luta pela libertação nacional do Brasil e pela total soberania de nosso país; as mulheres mais avançadas e combativas devem lutar por construir um Brasil desenvolvido e soberano; devem lutar pelo fim do governo imperialista dos EUA e pelo de todas as possíveis grandes potências que possam impor políticas desiguais ao resto do mundo.

Apenas em um país livre e soberano, sem desigualdades econômicas, com tecnologia nacional a favor de seu povo, será possível dar um fim completo a cultura machista, a sociedade patriarcal brasileira e assim poder construir uma sociedade nova, sem os lixos da cultura machista, do latifúndio, do imperialismo e da subjugação entre as nações.

 

VIVA O 8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER PROLETÁRIA!

ABAIXO O IMPERIALISMO!

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