A defesa da Revolução Cubana é um dever dos comunistas brasileiros



Surgiram nos últimos dias, a partir da cidade de San Antonio de los Baños alguns protestos em Cuba, supostamente contra os problemas enfrentados pelo país desde o início da pandemia, agravado pelo recrudescimento do bloqueio e das medidas do governo ianque com Trump e que agora parece dar mais um passo com Biden.


Imediatamente aos acontecimentos, ficou claro o papel cumprido pelas redes sociais e de movimentos pró-EUA que tem sido alimentados pelo imperialismo já algum tempo, como o Movimento San Isidro. Não é segredo que os EUA investem milhões de dólares todos os anos para financiar tais movimentos subversivos que lutam por uma “democracia made in USA”.


A intenção fica evidente: busca-se causar uma onda de protestos, típica das revoluções coloridas patrocinadas pelos EUA ao redor do mundo, criando um ambiente de propaganda imperialista e de ataque ao governo, para justificar uma dessas chamadas intervenções “humanitárias” com as quais o imperialismo ianque invade países e esmagam a soberania e a independência dos povos.


Mais esse movimento do imperialismo norte-americano contra Cuba socialista, quando Joe Biden demonstra a obviedade de que não se diferencia em nada de Donald Trump, e dá prosseguimento ao plano contrarrevolucionário, das 243 medidas unilaterais, da inclusão do país na lista do terrorismo e agora tentar concretizar a desestabilização do governo cubano. Biden se apressou a repetir a batida fraseologia de apoio aos subversivos e o tal apelo de liberdade contra “as décadas de repressão e sofrimento econômico a que foram submetidos pelo regime autoritário cubano”.


É evidente, como reconheceu o próprio presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez em seu pronunciamento à nação, que se reconhece as insatisfações do povo cubano, que cada vez mais se vê com dificuldades várias, como a crise econômica oriundo da suspensão do turismo devido à pandemia, a crise energética causada pelo embargo que impede o acesso cubano aos combustíveis, e outros problemas que a Revolução Cubana herda desde o período especial.


Contudo, no fundamental, tais problemas permanecem justamente pela política de embargo e estrangulamento financeiro e material do imperialismo estadunidense, que visa justamente condenar o povo cubano ao caos político, para gerar a desintegração da coesão social e ideológica, para facilitar seus planos de destruir a Revolução Cubana, que mesmo com o constante ataque e cerco, sua existência segue desafiando a maior potência imperialismo do mundo. Mesmo diante da política genocida dos EUA, Cuba responde com a vida.


Mesmo com toda essa conjuntura desfavorável, Cuba segue lutando firmemente contra a tentativa de manutenção da velha Doutrina Monroe ianque. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus que golpeou todo o mundo, Cuba pode proteger a saúde de sua população, minimizando as mortes e garantindo o controle da doença, e ofertar os heroicos esforços de suas brigadas médicas a muitos povos do mundo. E com seus próprios recursos e sua ciência, foi capaz de desenvolver vacinas que vão poder imunizar todo o seu povo.


E como tem feito desde 1º de janeiro de 1959, o povo cubano e sua revolução seguirá resistindo e vencendo o imperialismo estadunidense: assim como o fez na Baía dos Porcos, assim como fez nestas décadas de bloqueio, de sabotagem, de ataques terroristas, de sequestros, de campanhas de subversão, de tentativas de assassinatos de líderes, enfim, se manterá mesmo diante da velha política ianque.


Por isso, é dever de todos os comunistas e democratas do nosso país defender abertamente a Revolução Cubana e seu povo diante de mais essa tentativa de guerra não convencional imposta pelos EUA, em sua estratégia mais ampla contra a América Latina, de derrubar os governos que se opõem mais decididamente como Cuba e Venezuela e garantir mais uma vez a ampliação da superexploração dos latino-americanos e o saque das riquezas e recursos naturais do continente.


O Brasil de Bolsonaro é um dos pilares do apoio desta campanha contrarrevolucionária na América Latina. O fantoche ianque na presidência do nosso país foi usado na ONU na votação sobre a condenação do bloqueio e se utiliza continuamente do discurso anticomunista usando Cuba para alimentar o apoio nas camadas mais atrasadas do nosso povo. A nefasta figura ao comentar a situação, em suas palavras parece descrever a nossa própria realidade brasileira: "Foram pedir, além de alimentos, eletricidade. Foram pedir... Pediram mais uma coisa. Por último, em quarto lugar, pediram liberdade. Sabe o que eles tiveram ontem? Borrachada, pancada e prisão".


Diante deste cenário, que também nos diz respeito, devemos encarar a defesa e a solidariedade internacional à Cuba como parte integrante da luta não só contra o governo de Jair Bolsonaro, mas também contra os militares, velhos fantoches do imperialismo ianque em nossas terras, que assumiram cada vez mais abertamente o poder no país para garantir os interesses dos seus amos do Norte. Já apontamos tal cenário desde a eleição de 2018 e seguiremos colocando essa tarefa fundamental das massas brasileiras para a luta política em vista da sua libertação nacional e pelo socialismo, diante do grande inimigo da humanidade, como apontou Che.


VIVA A REVOLUÇÃO CUBANA!

MORTE AO IMPERIALISMO IANQUE!


União Reconstrução Comunista

13 de julho de 2021